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Notícia
16/03/2010
BRASIL TEM O QUARTO MAIOR REBANHO EQÜINO DO MUNDO, COM 5,8 MILHÕES DE CABEÇAS.

Estímulo à promoção do agronegócio cavalo no exterior, divulgação de linhas de crédito existentes nos bancos para alavancar a atividade, qualificação profissional de mão-de-obra, fortalecimento da representatividade do setor, investimentos em pesquisa e tecnologia e disponibilidade de mais recursos para programas de sanidade animal. Estas são algumas das principais demandas necessárias para proporcionar o crescimento da atividade eqüestre no País, segundo o presidente da Comissão Nacional de Eqüinocultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Pio Guerra Júnior, que fez palestra neste sábado no Simpósio Eqüestre do Distrito Federal (SIMPEQDF). “O potencial da atividade é visível. Mas tudo depende da organização do setor”, enfatizou.

Segundo Guerra, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas hoje, o setor tem maior importância econômica do que atividades mais tradicionais. O agronegócio cavalo gera, por exemplo, 642,5 mil empregos diretos, ficando na frente de segmentos como o comércio atacadista, correios e a indústria automotiva. Os postos de trabalho indiretos chegam a 2,6 milhões. Já as exportações desta atividade em 2009 totalizaram US$ 27,4 milhões, receita superior a de produtos como café torrado e cachaça, que tem uma divulgação bem mais ampla fora do país. O Brasil tem o quarto maior rebanho equino do mundo, com 5,8 milhões de cabeças, atrás dos Estados Unidos, China e México. O faturamento anual da indústria do cavalo é de R$ 7,5 bilhões.

Em relação ao crédito rural, Pio Guerra, que também é vice-presidente de Secretaria da CNA, apontou o desconhecimento dos produtores sobre como principal problema a falta de informações sobre a existência de linhas de financiamento. Quanto à promoção da indústria equina no exterior, ele defendeu que as entidades representativas do setor estimulem projetos de internacionalização, envolvendo a participação de órgãos como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). Guerra falou, ainda, da necessidade de se elaborar estudos que mensurem ainda mais a realidade do agronegócio cavalo, com informações sobre a situação do mercado de cavalos, sanidade, estrutura organizacional, entre outros tópicos.

O presidente da Comissão de Eqüinocultura também reconheceu a falta de engajamento dos criadores para promover a ascensão da atividade eqüestre. “Infelizmente, o criador de cavalo raramente vive disso. Ele cria por hobby. Quando ele não tem esta dependência, o entusiasmo dele em fazer parte das discussões da cadeia produtiva é menor”, justificou. Outro gargalo mencionado por Guerra foi a deficiência do terminal de cargas vivas do aeroporto de Campinas, de onde parte toda a quantidade de cavalos vivos exportada. Com a liberação, pela União Europeia, das vendas externas brasileiras destes animais para o bloco, e o fim das barreiras comerciais por causa do mormo (doença que ataca o rebanho), Pio Guerra disse que será necessário investir no aprimoramento do terminal.

Quanto às potencialidades da atividade, Pio Guerra destacou o turismo eqüestre. Segundo ele, 42% das pessoas que praticam o turismo rural citam esta atividade como a mais procurada. No entanto, há ainda poucos empreendimentos voltados para esta finalidade, quando se fala do agronegócio cavalo dentro da porteira.


Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

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